Sobre sorte e azar. E sobre nosso piloto na F1

Meu amigo Bedritchuk escreveu interessantíssima crônica sobre a trajetória de Barrichello. Concordo 100% com sua avaliação sobre o piloto brasilero. Infelizmente, e gostaria muito que não fosse assim, não posso mais torcer pelo Rubinho. Sinto como se estivesse sempre a enxugar gelo. A seguir, excertos do texto do poeta Rodrigo Bedritchuk:

“(…) Rubens Barrichello. A personificação do azar. Correu 287 corridas na Fórmula 1, venceu apenas 11. Está na F1 desde 1993 – 16 anos! – e conquistou 2 vice-campeonatos. Justo quando vai para uma equipe boa, compete ao lado de Schumacher, o maior campeão da história da F1. Quantas vezes suas equipes o prejudicaram… Estratégias erradas, falhas mecânicas, erros grotescos… Quanto azar para um só homem.

São dois brasileiros que mostram a cara da sorte e do azar. Substantivos esses que indicam a concorrência de fatores externos que cooperam para o bem ou o mal de alguém. A pessoa nada faz que influa no curso dos acontecimentos. Apenas é premiada ou punida quando sobre ele incidem nuvens ou marés de sorte ou azar.

Definições assim fatalistas são passadas pelos veículos de comunicação, e as pessoas acreditam. Mas o que estaria por trás de tão simplistas respostas? Interesses. Tanto em um como em outro caso, grupos de poder tem interesses a serem defendidos mediante a atribuição de sorte ou azar para esses acontecimentos. No primeiro, é óbvio que os grupos que se opõem ao governo insistem em desmerecer qualquer mérito que este possa ter na consecução dos atuais resultados. No segundo, é toda uma indústria que tem interesses no possível sucesso de um piloto brasileiro; afinal, em um esporte tão amado pelos brasileiros, é bom para a audiência, para as propagandas e para o comércio ter um corredor campeão, ou pelo menos um quase-campeão.

Afora essas explicações compradas e ilógicas para os acontecimentos, justiça seja feita! Lula é um bom presidente, Rubinho um péssimo piloto!

Rubinho é ruim mesmo, não adianta torcer. Tudo bem, corre na Fórmula 1, a elite do automobilismo. Tá, é o pior dos bons. Não corre com emoção, fica sempre preso ao pragmatismo, tem medo de arriscar, por isso não ultrapassa, não ganha. Pior, depois de 16 anos de F1, ainda acha que o título não veio por azar; tenta convencer os brasileiros disso. 16 anos e nenhum título! (…)”

Fonte: http://www.digobedritichuk.blogspot.com/


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