Posts de dezembro, 2011

2011 - 2012

Outro ano que não terminou

Manifestações políticas – e quase sempre pacíficas – foram convocadas através do uso do Twitter em larga escala e dos torpedos disparados de celulares como os smartphones produzidos pela Blackberry, Apple e Motorola. As imagens foram instantaneamente registradas e atravessaram em segundos continentes, regiões e nações, abastecendo em sua travessia sites e blogues, frequentando milhões de murais de usuários do Facebook, Orkut e MySpace. É como se a liberdade do mundo virtual tomasse de assalto, como epidemia, o mundo real. ...

Serenidade de Cesária Évora foi o que a conduziu por seus 70 anos. Morna foi o gênero que a consagrou em sua terra, Cabo Verde, e o que a ajudou a lutar sem armas seja pela liberdade de seu país ...

Mídia partidarizada

Mídia decide por não-existência de livro

Revistas semanais interessadas no Privataria Tucana? Só CartaCapital optou por desafiar a correnteza do partidarismo político explícito de nossa sempre autofestejada grande imprensa. Nada na Veja, Época e IstoÉ. Telejornais da TV Globo, SBT e Record: nem perca seu tempo porque o livro do Amaury decididamente nasceu para não-ser-livro e menos para-ser-notícia. É como se o livro editado por Emediato nascesse em pleno século 21 com a marca peculiar aos que integravam os famigerados Índex com os livros banidos durante a longa noite de terror que foi a Inquisição, há tantos séculos passados. ...

Tv Globo/Fantástico

O obituário de vivo

É nesse caldo de mágoa com ressentimento que os telespectadores da emissora (a maior parte da população brasileira) assistem à escalada de homenagens quando Chico Anysio é internado em hospital para tratar de sua frágil saúde, ou quando recebe alta deste e se dirige à residência. Chega a ser patético o esforço para produzir a imagem de que a relação Chico-Globo nunca esteve tão bem. Será mesmo?

TV EM QUESTÃO - JORNAL NACIONAL

Autoelogios e autolouvação

Quando o jornalismo de uma emissora de televisão – e não uma emissora qualquer, mas a líder de audiência ao longo de décadas – passa a transformar seus jornalistas em foco da notícia é sinal de que algo de muito errado, para dizer o mínimo, deve estar acontecendo com a compreensão do que costuma ser inferido como jornalismo.

Eugênio Bucci escreve

Caro leitor, você é cliente ou produto?

Pensemos agora na relação de troca que você mantém com seu jornal. A resposta é relativamente simples, embora híbrida. Aqui, você, leitor, é cliente, pois o exemplar que você tem agora nas mãos é pago. Ao mesmo tempo, você é produto, pois há publicidade à sua espera logo ali adiante, nas páginas mais à frente. Esses anunciantes pagaram para ter acesso aos seus olhos, para ter um ou dois segundos da sua atenção. Eles esperam que você, ao tomar conhecimento do que eles estão divulgando, compre algum serviço, alguma coisa. ...

Direitos Humanos no Irã

Levantando vozes em todo o Brasil

Centenas de pessoas mobilizadas na versão brasileira da campanha “Você Pode Resolver Isso?" - Cerca de quinhentos estudantes da Universidade de Brasília – UnB engajaram-se em uma campanha internacional para defender o direito dos estudantes iranianos de terem acesso às universidades em seu país. De 21 a 23 de novembro, eles tiveram a oportunidade de saber mais sobre a situação enfrentada por seus pares no Irã, os quais são impedidos do acesso à educação superior. (...)

Sylvia Moretzsohn escreve

Em defesa do diploma de jornalista

A exigência de diploma de curso superior para jornalista nada tem a ver com reserva de mercado. O diploma, qualquer diploma, significa um certificado à sociedade, para que as pessoas saibam que aquele profissional está apto a exercer aquela profissão e, caso cometa erros ou seja antiético, estará sujeito a sanções legais. A falta de regulação impede esse tipo de questionamento, ou melhor, não oferece hipótese prática para a imposição de sanções.

Eric Nepomuceno escreve

O livro novo de Eduardo Galeano: Os filhos dos dias

Galeano precisou de quatro ou cinco anos e de exatas 42.754 palavras para fechar os 366 textos de seu novo trabalho, um para cada dia do ano. Diz que é uma versão pessoal, dele, do gênese segundo os maias. E diz que se somos filhos dos dias, de cada dia nasce uma história que vale a pena ser contada. "Os filhos dos dias" é, revela seu autor, primo-irmão de seu livro anterior "Espelhos" . O novo livro só chegará ao público em março do ano que vem.

CENA INTERNACIONAL

A tragédia humana na dicotomia ‘Nós e Eles’

No tempo em que o mundo não passava de uma fotografia em preto e branco, onde uma pequena parte ostentava riqueza e bem-estar social e sua maior parte apresentava apenas miséria e sofrimento humano em seus mais variados matizes, o  leia mais.

REGULAÇÃO EM DEBATE

A distinção entre censura estatal e marco regulatório

Se os meios de comunicação tratassem seus pares, isto é, os meios de comunicação concorrentes, com o mesmo apetite jornalístico com que trata denúncia de corrupção em uma área governamental, teríamos um debate sobre assunto bastante substancial e a sociedade teria a ganhar com isso. Mas não é assim que as coisas acontecem. O proprietário da revista “A” fecha negócio milionário com o governo do estado “B” e, além das assinaturas vendidas, entrega ao governante uma linha editorial auxiliar em que dará projeção e foco a tudo o que lhe possa melhorar a imagem junto à população que o elegeu, ao mesmo tempo em que varrerá para debaixo do tapete todos aqueles sintomas de corrupção que ele, o meio de comunicação, costuma denunciar com grande estardalhaço se ocorrer (...)

LEONARDO BOFF ESCREVE

Pensamentos e sonhos sobre o Brasil

O Brasil é a maior nação neolatina do mundo. Uma das marcas do povo brasileiro é sua capacidade de se relacionar com todo mundo, de somar, juntar, sincretizar e sintetizar. Temos tudo para sermos a maior civilização dos trópicos, não imperial, mas solidária com todas as nações, porque incorporou em si representantes de 60 povos que para aqui vieram.

HISTÓRIA EM MOVIMENTO

Por que se suicidam as folhas quando se sentem amarelas?

Nós tínhamos que manter a água bem ao nível do nariz para não morrermos afogados e, restava tão somente, que sonhássemos com um outro mundo possível, um lugar em que havendo pão e mel seria o próprio paraíso na Terra; Eles se autoconcediam o luxo de produzir armamentos, em larga escala, destruindo todo e qualquer recurso humano e material para criar cinturões de defesa no espaço, na terra e no mar, submarinos com ogivas nucleares e escudos antimísseis, tecnologia bélica de ponta, aquela onde quem as dispõe pode aniquilar milhares de vidas em um dia, milhões em um mês e sem sofrer qualquer baixa humana do lado de cá.

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