O crescimento econômico é a mola propulsora do todo. Sem este crescimento torna-se impossível a existência de produtos básicos para o consumo da população, bem como a base financeira necessária – tanto de capital público quanto privado – para emprego nas áreas de saúde, educação e segurança pública. Isto posto, de nada vale perseguir o crescimento econômico como um fim absoluto. Sua afirmação depende de como tal crescimento facilita a oferta de emprego e seja ele mesmo fator de redução dos alarmantes níveis de pobreza e miséria de uma sociedade.

Novos padrões de crescimento devem ser buscados, através da visualização de um maior leque de oportunidades de trabalho, sem o qual será uma quimera, uma visão idealista e uma meta falsa a ser perseguida.

O papel do governo, enquanto agente econômico, necessita ser redimensionado. A sua intervenção deveria se limitar tão somente a investimentos de infra-estrutura, propiciar o ambiente adequado ao desenvolvimento de setores produtivos e facilitar a ação da iniciativa privada através do “capital humano”.

É, certamente, muito difícil, e até impraticável, imaginar uma distinção muito clara dos papéis a serem desempenhados tanto pela iniciativa pública como privada. O ponto essencial é que estas duas visões deveriam ser vistas pelo ângulo da complementaridade e não apenas da competitividade. Não se poderia descartar a iniciativa dos governos em criar a infra-estrutura, tornar o crédito acessível em montante suficiente, oportuno e adequado, gerando assim as bases e condições para um crescimento sustentado, ora existente em uma dezena de países do chamado “primeiro mundo”.

Com a bipolaridade do mundo entre nações ricas, prósperas e aquelas pobres e indigentes, o fortalecimento das micro empresas é uma das soluções factíveis para a maioria dos países do chamado “terceiro mundo”. Não obstante o surgimento de blocos econômicos continentais – como o processo de unificação europeia, o NAFTA e o MERCOSUL – e a força real que a economia internacional apresenta, muitos países encontram-se inadequadamente vulneráveis aos nocivos efeitos de sua instabilidade.

O crescimento econômico tem relação direta com o montante das dívidas externas e a alocação do fluxo de capital externo, com as conseqüentes barreiras protecionistas engendradas pelos países que desfrutam de maior renda “per capita”.

Outro fator preocupante é que muitos tratados de cooperação tecnológica, deficitários já na origem, vêm tornando muitos países ineficientes no desenvolvimento de seus recursos naturais, incapacitando-os então para a feroz competitividade internacional e ademais, inibindo a sua integração plena a este mercado. No entanto, há que se convir que a interdependência econômica cresce rapidamente e transcende os limites do mero comércio e das finanças.

Com efeito, a livre movimentação de capitais, pessoas e idéias estão em franca ascensão. Este fato vem motivando diversos governos a criar o ambiente nacional adequado para atrair grande fluxo de capitais externos. Não sejamos, no entanto, ingênuos ao ponto de imaginar que sem uma tomada de posição das maiores economias nacionais do mundo, sem que estas assumam uma maior parcela de responsabilidade global, tanto a nível de procedimentos fiscais e monetários, continuaremos fadados a interagir em um mundo lamentavelmente defeituoso, cindido de forma gritante entre poucas nações ricas e uma multidão de nações miseráveis.

Esta nova perspectiva econômica passa necessariamente pela restruturação, ora inadiável, da Organização Mundial do Comércio (OMC), do Acordo Geral de Preços e Tarifas (GATT).

O crescimento econômico deveria ser visto como um dos direitos humanos fundamentais, pois se tais direitos são negados ou suprimidos, em muitos casos, pela insuficiência de saúde financeira das nações, temos como contraponto, o esbanjamento de riquezas – capitais e recursos naturais – por parte dos países desenvolvidos.

E assim, vemos o mundo à beira do colapso financeiro, e que tem que conviver com nada menos que dezesseis conflitos armados. O crescimento econômico, estou convencido, é um bom e eficaz começo para o estabelecimento de uma Nova Ordem Mundial.

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