A sensação de estar dentro de uma imensa pirâmide do Cairo é grandiosa. O ar, rarefeito, parece aprisionado no tempo. Uma escadaria íngreme nos conduz em fila indiana ao coração da pirâmide. Tive o sentimento de estar atravessando algum portal do tempo. O despojamento das pirâmides, sua resistência aos muitos saques dos ingleses, franceses e egípcios ao longo dos últimos três séculos é bastante evidente. Que contraste de ainda reter no rosto a brisa soprando no Nilo, a bordo de uma pequena embarcação chamada “pakula”! Imaginei estar em uma ampla varanda sobre o Nilo, ao estilo das casas das fazendas brasileiras. E o passeio de camelo pela imensa extensão de areia refletindo um sol que projeta imensas sombras sobre as pirâmides. As visitas às fábricas de perfumes e de papiros terminam impregnando-me a memória de aromas exóticos e pitorescos. A tradição egípcia de ensinar às novas gerações sobre a arte de tecer tapetes e outros tecidos merece também um lugar na memória. Isso tudo foi registrado em maio de 1988.

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