Em 1993, estou em Getxo, capital do País Basco. Esta cidade faz parte de um giro de 35 dias pela Península Ibérica. Estou fazendo conferências em universidades de 14 cidades da Espanha. Os organizadores locais de minha viagem a Getxo, logo após uma visita sentimental a Guernica, informam-me em tom de segredo que terei uma entrevista com uma autoridade muito importante do País Basco. A maneira como falam me deixa um pouco inquieto, porque o tal compromisso foi marcado e desmarcado diversas vezes ao longo de 24 horas. Finalmente o mistério é esclarecido quando, naquela tarde de maio, dez batedores com uniformes militares escoltam uma limusine. Tinha uma audiência com a Lindakaren, a primeira-dama do País Basco. A primeira pergunta que ela me faz: “Qual seria a melhor forma de manter a unidade dos bascos, evitando as ações terroristas?”.

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