Participando de uma convenção internacional em Haifa, todo um grupo segue para as cercanias de Akká em ônibus especialmente fretados. Tenho em companhia um ótimo amigo baiano, o Jorge. Distraídos, instintivamente caminhamos em direção a umas pedras onde batem as ondas da praia de Akká. Não percebemos que nesses dez ou quinze minutos, todos os demais convencionais ingressaram na Casa de ‘Abbud e os imensos portões azuis estão, agora, fechados. Nos apressamos em direção à Casa. Batemos na porta principal, informo em inglês que somos parte do grupo do Brasil e que por gentileza abram a porta. A resposta é o silêncio. Damos a volta na Casa, voltamos a bater em outra porta, continuo a pedir em inglês que nos abram a porta. Nada. Jorge olha para mim e diz: “O que vamos fazer?” Respondo meio sem pensar: “Bata na porta Jorge!”. Ele bate, alguém responde algo em inglês e ele emenda em português mesmo: “Pode abrir que aqui é de paz!”. E para nosso espanto, em segundos, já os portões estavam se abrindo. Ri comigo mesmo pensando que a expressão ‘é de paz’ é tão familiar aos que, como eu, vêm do Nordeste brasileiro. E penso nesse coração bom que o Jorge possui.

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