Modernidade rima com Barcelona. É como se em um dicionário imaginário um verbete seguisse, imediatamente, ao outro. Nada de cenários futuristas. Arte bruta pelas ruas, colada em paredes, com torres pontiagudas clamando algo ao céu. É o Parque Güell. É a inacabada Catedral da Sagrada Família, de Gaudí, que me informa que a modernidade pode ser suave e terna, pode ter inclusive coerência e harmonia, e pode também dispensar todo um tratado com explicações para esta ou aquela pincelada ou esta e aquela linha traçada no vazio da existência de uma metrópole. Barcelona é moderna em sua linguagem, é provinciana em seu estilo cosmopolita, é uma cidade acolhedora como nenhuma outra. Sua juventude parece ter saído do nada, radiante e festiva, descompromissada e despojada de qualquer superioridade européia.

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