Em 1993, estou chegando em Tel-Aviv. Minhas malas são dadas como extraviadas. Não tenho uma única peça de roupa para ficar os previstos quatro dias em Israel. Havia passado pelas repetidas revistas feitas pelos seguranças do aeroporto Bem-Gurion. Vejo que pelo menos umas 20 pessoas de meu vôo estavam na mesma situação: bagagens extraviadas. Observo que, depois de uma hora, uma senhora de avançada idade, em francês, desata a afirmar: “Isso é uma catástrofe!”, e emenda a dizer que aquilo não podia acontecer com ela, que tinha compromissos, que precisava de suas bagagens e que aquilo era realmente uma catástrofe. Para minha surpresa em menos de meia hora, ela é chamada a um bureaux da E1A1 – a companhia aérea israelense – e lhe informam que suas duas malas acabaram de ser localizadas. Vem-me uma idéia. Pego o carrinho e começo a circular rapidamente pelo mesmo curto itinerário daquela senhora, dizendo a plenos pulmões: “Isso é uma catástrofe!”, em francês trôpego. A última surpresa: um funcionário apressado vem pedir-me que me acalme, pois sou um sujeito de sorte: minha mala acabou de ser localizada.

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