Em Buenos Aires, com o acordeom a liberar a alma do tango existente em cada coração portenho, concluo que nenhuma música transmite mais sofrimento e mais alívio do que o tango. Se precisamos chorar uma pessoa amada que atravessou nossa vida plantando bondade e ternura, pensamos nos acordes de Adios noniño de Piazolla. É na simetria dos passos, na estudada sensação de se deixar levar que se pode conhecer Buenos Aires em sua intimidade. É a dança que libera paixões, transmite amores, inconfessáveis, vale mais que mil tratados de filosofia. Minha bússola em Buenos Aires, é um poema do hipnótico Jorge Luis Borges:

“As ruas de Buenos Aires
já são minhas entranhas.
Não as ávidas ruas,
incômodas de turba e de agitação,
mas as ruas entediadas do bairro,
quase invisíveis de tão habituais,
enternecidas de penumbra e de ocaso
(…)”

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