Existem cidades que se impõem. Ou pertencemos a elas ou não. Frankfurt pertence a esse grupo seleto. Lembro-me de uma animada conversa na Literaturhaus. Falamos de livros, personagens, arte. Enquanto isso, um mímico acompanha uma pessoa qualquer, fingindo ser a sombra qualquer de uma pessoa qualquer. À minha direta, uma baiana tenta explicar o que é um acarajé a um descendente de Goethe… É uma alegria diferente. Observa-se num relance o que significa nacionalidade e o que significa pertencer a uma cultura em um mundo cada vez mais multicultural. E ficam na poeira do passado adolescente as angústias de Herman Hesse confidenciadas pelo personagem central de O Lobo da Estepe, de Emil Sinclair, no Demian. Se sistematização possui uma pátria, esta é a Alemanha.

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