Países pequenos são, como reza a sabedoria popular, os pequenos frascos de perfume. É assim que o aroma do Vaticano exala a Renascença. Neste pequeno país, a arte se mede em centímetros quadrados. Com a menor taxa de natalidade do planeta, o Vaticano é o umbigo da Igreja Católica. Nos Atlas se encontra sempre acompanhado por Liechtenstein, San Marino, Luxemburgo. A Basílica de São Pedro é o portentoso edifício que deleita a vista dos turistas. Olhar o céu da basílica significa olhar a arte em estado puro de Michelangelo. É o Juízo-Final em todo o esplendor e com direito àquele clima de solenidade que esta basílica e poucos lugares no mundo ostentam, dentre estes o Taj Mahal, na Índia; o Santuário do Báb, em Israel; o templo Bahá’í, em Wilmette. O Vaticano guarda os túmulos dos papas. O túmulo de São Pedro, no interior da basílica é a imponência ao cubo. É uma imponência que respira o ar da santidade e um tributo comovedor ao Pescador, ao primeiro Papa. Um dos edifícios é soturno e parece se alimentar de sombras. É o edifício do Santo Ofício. Aquele lugar onde Galileu foi convocado e por pouco não sai com sua condenação à fogueira da Inquisição. Na mesma cadeira em que Galileu sentou, há pouco mais de uma década um Galileu do nosso tempo também sentou: Leonardo Boff. O ofício parece continuar sendo o mesmo: transformar em cinzas a verdade que ousa ser clara e manifesta como o sol do meio-dia. Foi aqui nessa sua praça central que João Paulo II foi alvejado pelo terrorista Agca.

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