É 1983 e estou em Copenhague. O vento é tão gelado e sopra tão forte que estou caminhando de lado, como andam os caranguejos do Alagamar, em Macau. Não existe agasalho capaz de impedir a fúria do vento. Vou com um amigo ver no famoso Tivoli Parque, a atração do cinerama: o velho trem descarrilado a uma velocidade estonteante. Ao fim daquele dia, estamos caminhando no centro de Copenhague. Tento tirar fotografia de um dinamarquês com aquele chapéu de chifres, à moda viking e, de repente, o sujeito começa a correr atrás de mim com uma pequena machadinha. E aí, diante do insólito, as pernas são o de que mais necessito. Corro uma quadra inteira. E desisto de vez de fotografar qualquer um com traje típico da Dinamarca.

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