Roma foi fundada segundo escrituras de um sábio romano pelos irmãos Rômulo e Remo no dia 21 de abril do ano de 753 a.C. Arqueólogos concluíram que uma urbanização ordenada, dentro do âmbito das sete colinas de Roma, só teve lugar em data muito posterior. Mas, alguns anos atrás, efetuaram-se novas escavações no coração do distrito urbano da Roma Antiga, que confirmaram a existência de Roma desde o século VII a.C. Roma é a Cidade Eterna, independentemente da data exata em que ela tenha começado a existir enquanto cidade.
Um passeio a pé por Roma equivale à leitura de uma centena de livros de história, umas duas dezenas de estudos sobre o que é uma civilização e como esta se desenvolve. Vejamos o Foro Romano. É o coração da Roma Republicana. Muita coisa foi saqueada com o passar dos anos, tornando impossível ao observador de hoje ter uma visão adequada do que tenha sido originalmente esse importante espaço. Hoje ele é o mais amplo campo de ruínas de Roma e, de longe, um dos mais importantes do mundo. Foi ali que durante aproximadamente mil anos floresceram mercados, locais para reunião e cortes de justiça para os romanos. Com o passar do tempo, na longa romaria de séculos, o Fórum Romano foi mudando constantemente de aspecto. É um lugar mágico. Para isso basta observar que todos os soberanos de Roma, sem exceção, mandaram perpetuar a sua memória ordenando a construção de um monumento fantástico no âmbito da praça pública. Foi assim que surgiram basílicas e templos, arcos, estátuas e os santuários de Vênus, Remo e Rômulo, Saturno, entre outros. Aquele espaço antes destinado a ser uma ampla praça de mercados foi sendo permeado por monumentos tão suntuosos, que logo se tornou impossível reconhecer o espaçoso recinto, obrigando os imperadores a construir em outros lugares.
Chego em Roma pela primeira vez em 1983. Na cabeça, as histórias dos 12 Cézares, os desatinos de Nero, as loucuras e perversões de Claudius e de Calígula, os amores de Marco Antônio, a grandeza de Marco Aurélio. É uma cidade que tem o sentimento de uma glória que pousou, que ficou, que passou. É também a cidade mais visitada do mundo. Você pode escolher a Roma que deseja visitar (para conhecê-la precisa-se pensar em fixar residência). Se optamos pela Roma Antiga, vamos direto ao Coliseu. Este edifício impressiona pela grandiosidade. Vale a pena pagar para subir até as arquibancadas. Ainda parecem existir em suas ruínas os gritos alucinados do populacho ao sugerir ao imperador de plantão que retirasse a vida do gladiador. Essa construção teve início por ordem de Vespasiano, em 72 d.C.
Com a capacidade para 60 mil pessoas, o Coliseu é um milagre da engenharia e da arquitetura daquela época. O edifício de quatro andares tem a forma de uma elipse com um eixo longitudinal de 188 metros de comprimento e transversal de 156, podendo ser coberto com lonas, que protegiam do sol ou da chuva. Um arrepio perspassa o corpo ao ver que ali naquela arena tantos e tantos cristãos inocentes terminaram sendo comida de leões. Durante 400 anos foi o centro romano de luta dos gladiadores. Os muros permaneceram intactos até o ano 1000, e os romanos acreditavam na profecia de que Roma deixaria de existir quando o anfiteatro desaparecesse.
O Panteão é, dentre todos os monumentos, o único que consegue passar uma visão real de como realmente Roma era em seu tempo áureo. O templo era dedicado aos 12 deuses do Olimpo, as divindades mais sagradas para os romanos.
A Fontana di Trevi é a mais espetacular fonte da cidade, tendo sua construção ocorrido no período que vai de 1732 a 1751 e, ainda hoje, reúne em qualquer hora do dia e da noite uma multidão de turistas. Jogar a moedinha na fonte faz parte dos rituais mais celebrados pelos turistas em todo o mundo. Algo assim como desejar estar no último andar da Torre Eiffel em Paris ou estar em determinada data no coração de uma pirâmide no Cairo.
A hospitalidade romana é algo especial. São calorosos no início, no meio e no fim dos contatos. Essa população tem muito em comum com os brasileiros, são capazes de gestos grandiloqüentes de amizade de alegria ruidosa. O futebol é a paixão dominante de 10 em cada 10 italianos e falam com tanta paixão do time de sua preferência que parece estarmos sempre prestes a assistir à final de uma Copa do Mundo. A Roma moderna é exuberante. A moda está nas ruas o ano inteiro, as campanhas promocionais se sucedem com as estações. O sistema de metrô e o próprio tráfego tornam a cidade viável. Um grande museu a céu aberto é o que Roma é. E também uma cidade fervilhante, alucinada, onde se encontram as mais diversas opções de lazer que podem ser tão prosaicas quanto sentar nas escadarias da Piazza di Espagna ou tomar o metrô na República em direção à estação Leonardo. Quem vaia Roma só tem uma preocupação: quando estarei de regresso?

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