Se encontro em mim vestígios de uma pureza original é porque o pensamento voou para o México e pousou no que sobrou de Tehuantepec, onde uma multidão de olhos negros e profundos está ansiosa para conhecer o estrangeiro que chega. Esses olhos são de descendentes indígenas da nação Zapoteca. Eles dizem o que discursos na Sorbonee de Paris jamais poderiam dizer. Falam de uma memória esquecida, de um tempo em que Paraíso era sinônimo de Mundo. Quando adormecem, parecem adentrar outras civilizações. São as civilizações da alma que desperta para ouvir as Belas Palavras. É em Tehuantepec que o coração emudece e o ouvido tenta escutar o passar do tempo.

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