Em novembro de 1987, um guia de turistas, em plena visita ao Taj Mahal, ao descobrir que eu era brasileiro, por sinal o único naquele grupo, interrompeu a transmissão de seus conhecimentos para perguntar, muito à vontade: Você é amigo do Pelé? E o Zico, você se encontra muito com ele? Refeito da questão, descobri que aquele habitante de Calcutá tinha um time de futebol no coração, o Flamengo. Na volta do Taj Mahal, observo três homens idosos encantando serpentes com suas flautas. Elas sobem e descem e a cada minuto um garoto pequeno recolhe as rúpias, dólares, liras, marcos, libras e cruzados da assistência. No reveillon de 1987, estava em Tel-Aviv, no Sheraton Hotel, observando toda aquela festa de fim de ano com sabor de turismo de todas as cores, línguas diversas, clima frio, alegria comedida. Nada mais desconcertante do que ter no coração uma orquestra executando músicas contagiantes como Cidade Maravilhosa e ter ante os olhos um outro espetáculo. O Rio de Janeiro assume ares de ser a cidade mais bonita do mundo. Penso nela, vista de cima: Enseada de Botafogo, Copacabana, Dedo-de-Deus, Pão-de-Açúcar, Urca, Maracanã, Morro Dois Irmãos, Praia Vermelha, Aterro do Flamengo.

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