Esta maravilhosa obra O Despertar dos Anjos do meu querido amigo Washington Araújo é transreligiosa e transpessoal. O que é inacreditável é que estas profundas pesquisas foram realizadas e expressas com clareza e ainda numa linguagem poética pelo autor que além de escritor é conferencista de renome…

Harbans Lal Arora, físico e escritor


Washington Araújo, impenitente utópico, jovem filósofo e escritor de temas maiores sempre – como a Paz ou a Humanidade, a História ou a Religião, vem de Natal e já sabemos que Natal e anjos combinam. Ele próprio tem um não sei bem que de anjo, esse Washington rebuscador de caminhos limpos, anunciador de uma nova era para a envelhecida Humanidade.

Ele tem o direito de escrever sobre os anjos. Seria até bom examiná-lo bem e quiçá ir-se-ia encontrar um princípio de asa na pessoa querida desse Washington sonhador…

Apresentando-me seu novo livro – “O DESPERTAR DOS ANJOS” – Washington me escrevia: “Como verás, pelo texto em anexo, busco uma aproximação com o sagrado através das fontes primárias, os Livros Sagrados das Grandes Religiões da Humanidade e daí algumas reflexões sobre a necessidade de ensejarmos o despertar do anjo que jaz em nosso ser interior.”

Destaco essa frase última, que bem poderia se ro conselho do livro, o fruto de sua leitura.

Infelizmente também em nosso interior jaz um demônio: de egoísmo, de frivolidade, de violência, de desesperança. E é necessário combatê-lo. Dando asas ao anjo bom que nos habita. Suscitando em nós, na família, na vizinhança, no trabalho, na escola, no time ou no clube, na política e na igreja, a luz da verdade, o perfume da ternura, o fogo da justiça, o vento da esperança, a vida, a nova vida, a Vida.

Eu acredito nos anjos bons e quantos mais eles forem, melhor. Asas faltam, asas! Já não sei bem o que dizer acerca dos anjos maus, chamados de demônios ou diabos – sem entrar aqui em disquisições exegéticas e ficando apenas no linguajar comum dos mortais. Sei, em todo o caso, que existe, por exemplo, o diabo do neoliberalismo, que agora se apossou da política mundial e nos amarrou às correntes do mercado onímodo. Sei que existe o diabo do poder, da mentira, do dinheiro, do racismo, da xenofobia, da corrupção, da devassidão. Contra esses diabos maiores, polifacéticos e com marketing, luta Washington Araújo em todos os seus livros – sempre macroecumênicos, aliás e desbordantes de espiritualidade, e neste último particularmente. Tentando apagar o mal com o bem, no dizer de São Paulo. Fazendo despertar nossos anjos dormidos.

É curioso ver como o tema dos anjos veio à tona; hoje, precisamente, quando parecia estarmos de volta de toda utopia e de toda transcendência. Juan Bosch, dominicano espanhol, diretor do Centro Ecumênico Padre Congar, escrevia há pouco, de Nova York, um artigo para a revista Vida Nueva e o título do artigo era este: Los ángeles están de moda. Nas passarelas, então. E citava, no seu texto, grandes nomes da teologia e das artes que se meteram com os anjos: Dionísio Aeropagita, Santo Tomás, Lutero, Calvino, Karl Barth, R. Bultmann, Frei Angélico, Boticelli, Rembrandt, etc. E destacava, assombrado, como as livrarias dos Estados Unidos estão se enchendo de títulos dedicados aos anjos. Um desses títulos Por onde os anjos caminham, de Joan Wester Anderson, levava mais de 66 semanas na lista dos best sellers do The New York Times. Vejam só: lá, na pátria do dólar, da técnica e das armas, os anjos tropeçando entre si, como mais uns milhões de chicanos sem passaporte, mas bem empregados, ao que parece.

Não estou brincando. Não quero brincar com os anjos, pois preciso muito deles. Leiam, amigas, amigos, o livro de Washington e decidam como fazer amizade com os anjos bons e sobretudo como despertar o anjo que jaz em nosso ser interior.

Juan Bosch termina assim de contundente seu texto: “O que é mau é que essa obsessão pelos anjos não passa de ser uma moda. Os problemas, ou nós os resolvemos aqui ou não se resolvem. Tudo o mais soa a angelismo ingênuo.” É uma advertência salutar. Contemos com Deus e até com os anjos. Mas façamos nós a luta e a história com a alma e o corpo que esse Deus nos deu e nos vivifica e que os anjos bons respeitam e acompanham, como colegas de Criação há muito tempo e colegas de Glória, um dia. A Terra e a História são tarefa dos homens e das mulheres, nossa. Sem asas, mas com o Espírito.

No mais, Washington, meu irmão querido, eu espero, isso sim, que teu livro ajude a tornar realidade o despertar dos humanos.

Pedro Casaldáliga, Bispo de São Félix do Araguaia


Um Esotérico com os pés no chão. O escritor Washington Araújo lança “O Despertar dos Anjos”, livro onde prega um esoterismo prático, onde os anjos vêm de dentro do homem. Os anjos estão na moda. Livros, discos, filmes, games, posters, bottoms, onde que que se olhe, uma imagem de anjo nos mira, com um olhar que inclui tanto piedade quanto censura. Mas afinal, o que são anjos, e o que querem de nós? Onde se encontram e o que fazem? Examinando a onda de modismos esotéricos de hoje, Washington Araújo diz que ela é uma reação à falácia das promessas materialistas, que só trouxeram mais problemas sociais em toda a parte. Mas ele pede cautela para que as pessoas não se deixem levar por fórmulas mágicas. Conforme explica, todos os caminhos da fé são válidos na diversidade dos nomes de Deus, embora ele seja, de fato, uno. Os anjos da boa-vontade, do otimismo, da solidariedade, do amor e da esperança são companheiros importantes na estrada da vida. É preciso despertá-los, portanto, e ouví-los, finaliza.

Nélson Patriota, Jornalista


O Despertar dos Anjos é um livro vigoroso. Seu autor, Washington Araújo, resgata a interessante história dos anjos ao longo das grandes obras religiosas e místicas. Não se trata de mais um livro esotérico, desses que, destinados à venda fácil para enriquecer autores, fala das coisas do além como se o autor tivesse o privilégio de ser o único assinante de uma TV a cabo transmitida diretamente do céu.

Washington Araújo é um erudito, profundo conhecedor das religiões. É homem de espírito macroecumênico. Graças a esses atributos, brindou-nos com um livro que fala dos anjos através de homens e mulheres do cristianismo e do islamismo, do hinduísmo e do judaísmo, bem como da sensibilidade espiritual de Bahá’u’lláh e de Santa Teresa de Ávila.

Não sou homem de muita fé nos demônios. Convencido de que o bem prevalecerá sobre o mal, graças a Ressurreição de Jesus, acredito piamente em anjos. Desde criança, pressinto que conto com três anjos-da-guarda. Como dou muito trabalho, dois me velam enquanto um descansa. Nesse revezamento, meus anjos ajudam-me a trilhar o caminho da bem-aventurança da fome de Deus e da sede de justiça. Agora, graças à leitura deste livro, não só conheço melhor a rica e variada história de meus protetores, como também me sinto instigado a rezar com mais confiança e profundidade.

E quero deixar registrado aqui todo o meu apoio à proposta de Washington Araújo: o beija-flor deveria ser o símbolo da unidade entre todas as religiões. Pois, como bom mineiro, desconfio de que o beija-flor seja um anjo…

Frei Betto, Frade dominicano e escritor


Li, de um fôlego só O Despertar dos Anjos. O seu largo horizonte e a angelitude de sua visão holística, tatuadas em alto relevo em O Despertar dos Anjos, trazem o sêmen da fertilidade que, certamente, há de angelizar a humanidade no Terceiro Milênio. Este imperativo conduzirá à Justiça Social e à Paz mundial pela qual todos trabalhamos.

Nehemias Marien, teólogo


O livro de Washington Araújo contém mensagens oportunas para o momento histórico presente. Ele mostra o renascimento do interesse pelo “sagrado” neste final de milênio. Toda religião tem, como núcleo fundamental, a experiência do sagrado, como demonstrou Mircea Elíade em O Sagrado e o Profano. Os anjos estão ligados, de algum modo, à hierofania do sagrado na vida dos homens. Washington Araújo reuniu, em seu livro, citações e ensinamentos de religiões e correntes religiosas sobre os seres angélicos. … Dando mais um passo significativo, o autor mostra a existência, nas religiões, de criaturas humanas que podem ser chamadas de “anjos”, devido à sua elevação espiritual por meio, sobretudo, da vida de oração e prática das virtudes. Elas retratam, na própria vida, características dos seres angélicos: espiritualidade, servitude, pureza, etc.. Neste sentido torna-se importante a leitura do último capítulo: O despertar do anjo interior.

Paulo Evaristo, CARDEAL ARNS


Vivemos uma crise da passagem para uma nova idade da consciência. Sob o impacto dramático das contradições que caracterizam um período de transição paradigmática em ampla escala, uma nova cosmovisão está nascendo do fecundo útero da inteligência humana. Depois da era científica e tecnológica dos últimos séculos, estamos prestes a inaugurar uma era humana. O ser humano há de ser a maior descoberta do século XXI.
O parto da idade moderna, que vive agora a sua fase terminal, deu-se na Europa do século XVII. Nesta ocasião, estávamos superando o paradigma medieval, aristotélico-tomista, intoleravelmente dogmático que, nos seus momentos mais sombrios, perverteu-se em pavoroso terrorismo consciencial. Religião e ciência conformavam uma alienante simbiose, com a supremacia tirânica da primeira, sob o domínio da ‘Diabólica’ Inquisição, que ceifou mais vidas humanas do que a segunda guerra mundial. Em poucas palavras, a ciência era reprimida em nome de algo que, confusamente, era denominado Deus. Num gesto sábio de humildade e nobreza, recentemente o Papa João Paulo II pediu desculpas à humanidade, pelo que a Igreja fez com Galileu Galilei.

O racionalismo científico, grande Obra Prima dos geniais mentores da idade moderna, representou uma compensação iluminista àquele obscuro desvario. Com o bisturi analítico e os dogmas da objetividade e determinismo, o espírito científico rompeu os seus grilhões, estendendo o seu império por todas as plagas. Como um pêndulo, saímos de um extremo para o outro. A subjetividade e o sagrado passaram a ser reprimidos em nome de algo que, confusamente, é chamado ciência. Quando será que uma reconhecida academia científica internacional pedirá desculpas à humanidade pela redução do Espírito ao intelecto?

O paradigma emergente é holístico. Este termo provêm do grego holos, que significa inteiro. É um novo aprender a aprender, com uma visão inclusiva que descortina um universo integral de interconexidades como incomensurável tapeçaria habitada por eventos dinâmicos, interligados e probabilísticos, dotado de sentido. O ser humano, compreendido como uma unidade corpo-alma-espírito – já que não podemos separa o que a própria Natureza une -, participa ativamente, como átomo vibrante, deste universo vivo e animado. Como postulava Teilhard de Chardin, o homem é o sacerdote da Criação e o espaço onde o próprio universo toma consciência de si mesmo.

Nesta cosmovisão integrativa e orgânica, que sacode os preconceitos de um certo fanatismo materialista- positivista, os Anjos novamente encontram o seu imprescindível lugar. Reencantando, com graça e melodia, o nosso mundo que sofria de uma demência dissociativa, reducionista e mecanicista, conseqüência da hipertrofia do racional, felizmente retornam este benditos arquétipos de mensageiros da Luz, habitantes do universo sutil das qualidades e porta-vozes do Absoluto.

No marco de uma ecologia do Ser, no próprio humano podemos desvelar a dimensão dos devas. Como afirma Jean-Yves Leloup, o anjo é o melhor do melhor que há em nós. Às vezes somos melhores do que somos, quando tocados por uma inocência amorosa e inteligência compassiva que ultrapassam a nossa ordinária condição. O querubim é um estado de abertura de visão que nos permite vislumbrar o essencial. O serafim, arcanjo flamejante, é o que arde no fogo da compaixão, impelindo-nos ao serviço desinteressado. O Gabriel, transmissor do Logos e mestre soberano das comunicações, arquétipo tão presente na atual revolução informacional de nossa aldeia global. O Miguel, arquétipo do guerreiro celestial que enfrenta os dragões de nossos infernos interiores. O Rafael, abençoado anjo da cura e o Uriel, do conhecimento secreto, iniciador de elevados estados de consciência, como o do não-pensar, entre tantos outros, propiciadores de bênçãos e transcendentais inspirações.

Há também o outro sombrio polo: o anjo caído, o demônio, pior do nosso pior, um arquétipo de egoísmo, destruição e arrogância que vêm do além-da-razão e pode nos possuir, ocupando em nós o espaço onde deveria existir amor e compaixão.

Enfim, neste tempo-espaço restituídos de assombro e magia, constatamos também o retorno do oprimido, pelo dominante de uma razão extremada, que nem sempre tem razão, a nos chocar às vezes com certos exageros, como o florescente mercado esotérico, explorador da fome de infinito dos miseráveis da transcendência. Isto é natural na dinâmica tese-antítese e, como tudo mais, passará.

O Despertar dos Anjos, livro que o leitor tem nas mãos, foi escrito com as virtudes conjugadas da erudição e simplicidade, inspirado em milenares tradições de sabedoria. É um excelente e elucidativo texto que, nas palavras de seu autor, Washington Araújo, aborda o mundo dos anjos em uma perspectiva de revelação progressiva e interdisciplinar, permeando as tradições espiritualistas e a história de povos e idéias.

Roberto Crema, Escritor e Vice-Reitor da Universidade Holística da Paz

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