Capa do Livro A Paz como Caminho

A paz é, de longe, o combustível mais importante para fazer girar o motor da História. Pensadores e filósofos de todos os tempos se debruçaram sobre o tema, dissecaram as motivações que levam ao estabelecimento de uma paz duradoura e delinearam um mundo livre do bacilo das guerras. Se por um lado a história humana pode ser lida como a eterna luta do humano por uma convivência pacífica, por outro lado, pode igualmente ser vista como o acumulo de de guerras e conflitos que transbordam do plano individual para o familiar, do familiar para o social e do social para os interesses nacionais. No entanto, tudo começa pelo indivíduo. É-nos inconcebível visualizarmos um mundo de paz com indivíduos em constante conflito, conflitos que emergem de suas imensas dificuldades para apaziguar sentimentos e aspirações, utopias e sonhos, conflitos gerados pela inabilidade de transformar em ação tais esperanças, tais percepções do Todo, quando tudo parece nos levar a ver tão somente a parte, o componente, a individualidade.
Lutero (1483-1546) arranhou as bordas do problema quando afirmou que “a família é a fonte da prosperidade e da desgraça dos povos”. E o que vemos atualmente? Famílias fragilizadas, com seu nó vital frouxo. E o nó vital de uma família é o amor desmesurado pelas características distintivas de seus integrantes. O apreço à diversidade humana, às particularidades, o senso de que o que me é diferente, longe de me afastar, me aproxima, pois assoma em mim aquilo que responde pelo patrimônio humano comum e universal. Ao observarmos a claudicante caminhada da civilização tal como a concebemos sentimos ser urgente uma consciência mais ampla do sentido de família. Um sentido que transcendendo o núcleo primaz de pais e filhos, abarca também todos aqueles requisitos que concedem identidade a um povo e a uma nação. O sentimento de pertencer à mesma espécie – a humana – também nos traz graves responsabilidades para com o destino da sociedade humana. Em meados do século XIX, Bahá´u´lláh (1817-1892) afirmou que “a Terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos… homem é aquele que não apenas ama a sua pátria, mas antes, aquele que ama a sua espécie.”

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